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Como é que um setor de negócios baseado no contacto direto com o cliente reage a um contexto em que esse contacto tem de deixar de existir? Adaptando-se e procurando novas soluções. E foi isso mesmo que o setor imobiliário fez. Há quem diga que o setor parou, mas a verdade é que se continuou a fazer negócios e a previsão é que dentro de meses o mercado recuperará por completo. Mas qual foi o impacto do COVID-19 nas vendas de imóveis, preços das casas e crédito habitação?

 

 

Impacto nas vendas

É inegável que houve um impacto nas vendas e uma redução significativa dos negócios no imediato, o que é perfeitamente natural tendo em conta que o setor imobiliário se deparou de repente com a impossibilidade de continuar a trabalhar da mesma maneira, o que obrigou a um reajuste e a encontrar alternativas que permitissem assegurar os andamentos dos negócios.

 

Esta fase de adaptação fez com que, segundo um estudo feito pela APEMIP junto de 4 mil empresas, 50% das agências tenha suspendido a atividade durante o mês de abril e 45.8% tenha suspendido parcialmente. Consequentemente 95.3% das agências teve uma redução do volume de negócios e a procura reduziu 92.5%. De referir ainda que 62,7% destas empresas registaram desistências de clientes de negócios que estavam em curso.

 

São números impressionantes, mas o contexto também foi impressionante, e se olharmos por esse prisma não podemos deixar de realçar a resiliência de muitos profissionais que mesmo num cenário muito difícil levaram os seus negócios em frente. E agora, com a reabertura das agências e com as soluções que foram sendo encontradas para ultrapassar a questão da distância com o cliente, a expectativa é a de recuperação progressiva.

 

 

Evolução dos preços

Desde o início da pandemia em Portugal que se fala numa descida dos preços, mas a verdade é que mesmo num mês de confinamento tão rigoroso como foi abril, os preços de venda das casas continuaram a aumentar. É certo que, segundo os dados do Confidencial Imobiliário, foi uma subida de apenas 0.5%, inferior à tendência dos 2% que se vinha a registar, não obstante trata-se de um aumento.

 

No entanto a perspetiva de redução dos preços ainda não está colocada de parte e a Standard & Poor’s, que prevê em 2020 uma redução dos preços das casas em quase todos os principais mercados europeus, aponta, para que a redução em Portugal seja de 2.5%, seguida de rápida e forte recuperação até 2022.

 

 

Os números do crédito habitação

E expetativa é que os números de abril dos montantes das novas operações de crédito habitação revelem uma redução, mas a verdade é que março, um mês já bastante afetado pelos efeitos do COVID-19, não registou qualquer desaceleração. Com 952 milhões de euros, os montantes das novas operações em março representam um crescimento de 4% face a fevereiro e de 9% em termos homólogos. E em termos trimestrais, 2020 tem o melhor arranque de um ano desde 2008. Números otimistas, para já.

 

 

O futuro

E o futuro, o que trará? Mesmo sem bola de cristal, pode-se dizer que as perspetivas são boas. Um estudo realizado pela Property EU, que recolheu a opinião de 840 especialistas, aponta para que no espaço de 12 meses o setor retome os níveis pré-COVID. E a consultora internacional Colliers fala mesmo numa forte recuperação em todo o mundo já no segundo semestre de 2020.

 

Com o aligeirar dos condicionantes da pandemia e com as ferramentas que muitos profissionais adquiriram neste período, que muito contribuirão para uma maior agilidade e proximidade com o cliente no futuro, contamos com um setor imobiliário robusto e com força para fazer muitos negócios.

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