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O período de confinamento obrigatório tinha de trazer ajustes obrigatórios a um setor tão focado no contacto direto com as pessoas como o imobiliário. Mas longe de se render aos condicionantes, a mediação imobiliária e atividades associadas revelaram uma capacidade de se ajustarem muito rapidamente e de encontrarem soluções para muitas questões que anteriormente pareciam difíceis de resolver. Confira as principais mudanças.

 

 

1. Reabertura das agências imobiliárias

As agências imobiliárias estão entre as exceções apontadas pelo Governo que puderam reabrir portas ao público no passado dia 4 de maio, independentemente da dimensão da respetiva loja, mas tendo de respeitar algumas regras:


• Agências só podem abrir a partir das 10h;
• Garantir que se mantém uma distância de segurança de 2 metros entre pessoas;
• Não podem estar presentes mais de 5 pessoas por cada 100 m2, sem contar com os funcionários (independentemente do seu vínculo laboral, inclusive, prestadores de serviços);
• A utilização de máscara é obrigatória para entrar em estabelecimentos comerciais, podendo ser complementada com viseira;
• Deve privilegiar-se a marcação prévia, para evitar juntar pessoas à espera de serem atendidas;
• Recomenda-se a disponibilização de álcool gel e a desinfeção de superfícies após serem tocadas;
• Maior exigência com a limpeza dos espaços, que deve ser feita com maior frequência.

 

 

2. Visita a imóveis
Já é possível visitar imóveis, desde que respeitados também alguns cuidados de segurança, como a utilização obrigatória de máscara, o evitar tocar em objetos e superfícies e a limpeza e desinfeção frequente de espaços.

 

As deslocações para as visitas devem ser feitas separadamente, seguindo cliente e agente em diferentes transportes, e evitando qualquer tipo de contacto físico.

 

Uma das mudanças suscitadas pela Covid-19 foi a generalização das visitas virtuais, que se estabeleceram como alternativa às visitas presenciais. E mesmo com as reservas dos profissionais do setor, que não a consideram eficaz para a venda do imóvel, as visitas virtuais podem ser uma importante ferramenta de triagem, que limita as visitas presenciais ao essencial.

 

 

3. Crédito habitação
A ideia de que o crédito habitação tem de ser tratado presencialmente parecia ser uma verdade absoluta, mas que com o confinamento veio a mudar totalmente, sendo encontradas soluções para garantir que todo o processo possa ser feito sem sair de casa.

 

Realizar reuniões à distância, envio dos documentos possíveis em formato digital e envio dos restantes documentos por correio ou estafeta foram algumas das soluções encontradas, colocando-se o foco em ultrapassar as limitações existentes.

 

Importante realçar que mesmo sem a casa escolhida e enquanto se esperava pela possibilidade de fazer visitas, a pré-aprovação do crédito habitação não está dependente da seleção da casa que se pretende comprar, podendo ser uma etapa realizada previamente, com a vantagem de o processo de compra ser depois mais célere (se a casa escolhida respeitar as condições constantes na pré-aprovação).

 

 

4. Avaliação dos imóveis
A avaliação do imóvel é uma fase fundamental para a concretização do processo de compra e a aprovação final do crédito habitação e desde cedo foram implementadas alternativas à inspeção presencial do imóvel, optando-se por visitas ao exterior complementadas com informação partilhada por terceiros (videochamadas para a inspeção do interior, acesso a plantas, disponibilização de informação relevante). Este procedimento foi validado pela CMVM, pressupondo que o cliente seja informado de que este tipo de avaliação aumenta um pouco o nível de incerteza quanto ao valor apurado.

 

 

5. Realização de escrituras
A realização de escrituras à distância é um sonho antigo e que sempre pareceu impossível. Mas poderá vir a ser uma realidade mais rapidamente do que se espera, uma vez que o Ministério da Justiça em conjunto com a Ordem dos Notários está a analisar formas de que venha a ser possível.

 

Até lá, as escrituras continuam a ser feitas presencialmente, mas com cuidados redobrados, seguindo as orientações da Ordem dos Notários que indicou a obrigatoriedade do uso de máscara para a realização da escritura, recomendando a utilização de uma caneta própria para que não haja partilha de objetos e garantindo-se o distanciamento social obrigatório.

 

 

Com todas estas alterações, o setor imobiliário está cada vez mais pronto para trabalhar à distância e assegurar que as transações se fazem sem risco de saúde para os envolvidos. É caso para dizer que o futuro do setor chegou mais cedo do que se estava à espera.

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