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A mudança vem muitas vezes acompanhada do medo. Porque mudar implica colocarmo-nos em causa, correr riscos, aprender, e, num mundo que nos exige que sejamos sempre fortes, essas ações parecem fragilidades. Talvez por isso, sempre que se falava de tecnologia e do seu impacto na mediação imobiliária, sentia-se o desconforto dos agentes, que viam na tecnologia um competidor, que inevitavelmente os substituiria.

 

Por isso se ouve tantas vezes que a mediação imobiliária é um negócio de pessoas para pessoas, para retirar da equação a tecnologia. Mas não será exatamente essa tecnologia que irá permitir que a mediação imobiliária esteja cada vez mais próxima das pessoas? A resposta a esta questão, se dúvidas houvesse, tornou-se clara neste período de confinamento devido ao Covid-19. A mediação imobiliária não deixou de ser um negócio de pessoas para pessoas, simplesmente passou a utilizar mais ferramentas tecnológicas.

 

O período de confinamento serviu para a mediação Imobiliária perceber, de uma vez por todas, o potencial da tecnologia e o papel que pode desempenhar como aliado do trabalho do mediador, nunca numa ótica de substituí-lo. Por exemplo, num cenário em que as visitas a imóveis não são possíveis, a aposta nas visitas virtuais veio compensar essa limitação.

 

E quem tem como axioma que ninguém compra uma casa sem a ver ao vivo, talvez se surpreenda com os dados de um inquérito realizado recentemente para NAR (National Association of REALTORS®) que revela que 1/4 dos profissionais inquiridos referia ter tido na última semana clientes que avançaram para a compra de um imóvel sem o terem visto ao vivo.

 

Dados que são reforçados por um estudo desenvolvido pelo site realtor.com® e pelo Toluna Insights que, num universo de 1300 consumidores, concluiu que 24% estavam dispostos a comprar um imóvel sem vê-lo, valor que sobe para os 30% quando se fala de arrendamento. E falando das funcionalidades que mais valorizam em termos tecnológicos, as 4 mais valorizadas foram as visitas virtuais (61%), informação detalhada sobre o imóvel (58%), informação detalhada sobre o bairro (53%) e fotografias de alta qualidade (51%).

 

Seja para obter leads, comunicar com o cliente ou concretizar o negócio, a tecnologia veio para facilitar a vida aos profissionais da mediação imobiliária, que sairão desta fase muito mais fortes e apetrechados de ferramentas, que permitirão tornar o processo de compra de casa mais rápido e digital.

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